
18 de dezembro de 2009
12 de dezembro de 2009
11 de dezembro de 2009
8 de dezembro de 2009
Ambigüidades são demais!
"Cachorro faz mal a milhares de pessoas"
(A notícia era sobre cachorro-quente estragado!)
"Vendem-se lençóis para casal de algodão”
(Desconfio que a pessoa quis dizer: vendem-se lençóis para casal fofinho... hummmm)
"Estamos acabando com os pobres"
(Meu Deus! Mas como? Fazendo-os fugir jogando água, igual o Kassab fez em São Paulo, ou estão usando um método mais humano, tipo afogando?)
"Subindo a serra, avistei vários animais"
(Quem subia a serra: a pessoa ou os animais?)
"Eu noivaria com você, Verinha, se tivesse um pouco de dinheiro"
(Poxa... Jogou na cara... Ser gente boa não serve pro namorado da Verinha, hein? Se eu fosse ela largava ele!)
(A notícia era sobre cachorro-quente estragado!)
"Vendem-se lençóis para casal de algodão”
(Desconfio que a pessoa quis dizer: vendem-se lençóis para casal fofinho... hummmm)
"Estamos acabando com os pobres"
(Meu Deus! Mas como? Fazendo-os fugir jogando água, igual o Kassab fez em São Paulo, ou estão usando um método mais humano, tipo afogando?)
"Subindo a serra, avistei vários animais"
(Quem subia a serra: a pessoa ou os animais?)
"Eu noivaria com você, Verinha, se tivesse um pouco de dinheiro"
(Poxa... Jogou na cara... Ser gente boa não serve pro namorado da Verinha, hein? Se eu fosse ela largava ele!)
7 de dezembro de 2009
I did it myyyyyy... way
Era tentador o lá fora. O lá fora me espiava azul por detrás da cortina de renda e eu fui até a fresta olhá-lo também. Tentava. Não era um claro, não era um arrebatamento de morno ou certezas, mas pouca coisa podia ser pior do que ali, dali onde eu tava. Não dava pra ver.
Sentei de volta, naquele vermelho vinho derramado em volta, num jeito de testar minha paciência outra vez. Mas era um frio sobrenatural. O casaco não aplacava. O cansaço não vencia. O sono não chegava.
Subi vagarando as escadas, olhei no espelho aquela palidez de 5h30 e desci. Silenciada.
Desajeitada procurei as chaves. E as testei, pedindo ao eco que respeitasse a paz dos que dormiam. Implorei.
Primeiro uma, depois duas, depois três. “Liberdade!” – pensei.
Voltei pra dentro da casa, peguei a mochila ainda largada na mesma mesa e saí ansiosa.
Tranquei por fora e passei a cúmplice daquela fuga desconexa por debaixo da porta de carros.
Virei e fui e imediatamente quis voltar. Enquanto olhava pra frente, pensava num jeito de entrar de novo debaixo daquele abraço que eu sabia onde dormia. Examinei mentalmente todas as possibilidades, mas nenhuma parecia possível.
Tocar a campainha, acordar a casa inteira e explicar que me tranquei pra fora? Não.
Pular? Não.
Gritar o nome dele da calçada? Não.
Ligar do orelhão e pedir pra alguém abrir pra mim, porque eu fugi de madrugada e queria voltar? Não.
Não titubeei por fora e continuei andando.
Antes de chegar no ponto um homem passou de bicicleta.
_ Moço, eu me tranquei pra fora de propósito, mas tô arrependida. Me ajuda a pular o portão da garagem?
Não faria o menor sentido. Ignorei aquela idéia como ignorei as anteriores e continuei andando pra frente.
“Engole essa liberdade agora, idiota.”
Engoli.
No ônibus ainda pensava num jeito de voltar. Mas o trabalho extra de não saber nem que ônibus faria que caminho me fez desistir e prestar atenção no Sol provocando a vida.
Não sou fã do cedo do dia, nada pessoal. Mas já que eu tava ali, a janela tava ali, o céu tava ali, metade laranjão metade azulzinho, porque não bater um papinho? Em silêncio.
Foi o que eu fiz. Fizemos.
Ficamos nos olhando o Sol e eu.
E, sem mais nem menos, quando me dei conta já tinha ido mesmo.
Cedi à tentação de ir por não ter cedido antes à de ficar...
_ Sua malucaaaaaaaaaaaaa!!!
...Sem nenhum arrependimento.
É que prefiro não estar onde não estou e me sentir sozinha por estar, de fato, sozinha.
E fui.
_ Retardada!
_ Ah, pára. Eu vou pra onde eu quero. Sou bem grandinha.
_ Não precisava fazer assim...
_ Esse seu papo tá me lembrando um amigo meu, que diz que sou arredia.
_ Indomável. É uma palavra boa pra você: indomável.
_ Ah, é! Essa também. Era uma das preferidas da minha mãe. Ela sempre usava essa.
Sentei de volta, naquele vermelho vinho derramado em volta, num jeito de testar minha paciência outra vez. Mas era um frio sobrenatural. O casaco não aplacava. O cansaço não vencia. O sono não chegava.
Subi vagarando as escadas, olhei no espelho aquela palidez de 5h30 e desci. Silenciada.
Desajeitada procurei as chaves. E as testei, pedindo ao eco que respeitasse a paz dos que dormiam. Implorei.
Primeiro uma, depois duas, depois três. “Liberdade!” – pensei.
Voltei pra dentro da casa, peguei a mochila ainda largada na mesma mesa e saí ansiosa.
Tranquei por fora e passei a cúmplice daquela fuga desconexa por debaixo da porta de carros.
Virei e fui e imediatamente quis voltar. Enquanto olhava pra frente, pensava num jeito de entrar de novo debaixo daquele abraço que eu sabia onde dormia. Examinei mentalmente todas as possibilidades, mas nenhuma parecia possível.
Tocar a campainha, acordar a casa inteira e explicar que me tranquei pra fora? Não.
Pular? Não.
Gritar o nome dele da calçada? Não.
Ligar do orelhão e pedir pra alguém abrir pra mim, porque eu fugi de madrugada e queria voltar? Não.
Não titubeei por fora e continuei andando.
Antes de chegar no ponto um homem passou de bicicleta.
_ Moço, eu me tranquei pra fora de propósito, mas tô arrependida. Me ajuda a pular o portão da garagem?
Não faria o menor sentido. Ignorei aquela idéia como ignorei as anteriores e continuei andando pra frente.
“Engole essa liberdade agora, idiota.”
Engoli.
No ônibus ainda pensava num jeito de voltar. Mas o trabalho extra de não saber nem que ônibus faria que caminho me fez desistir e prestar atenção no Sol provocando a vida.
Não sou fã do cedo do dia, nada pessoal. Mas já que eu tava ali, a janela tava ali, o céu tava ali, metade laranjão metade azulzinho, porque não bater um papinho? Em silêncio.
Foi o que eu fiz. Fizemos.
Ficamos nos olhando o Sol e eu.
E, sem mais nem menos, quando me dei conta já tinha ido mesmo.
Cedi à tentação de ir por não ter cedido antes à de ficar...
_ Sua malucaaaaaaaaaaaaa!!!
...Sem nenhum arrependimento.
É que prefiro não estar onde não estou e me sentir sozinha por estar, de fato, sozinha.
E fui.
_ Retardada!
_ Ah, pára. Eu vou pra onde eu quero. Sou bem grandinha.
_ Não precisava fazer assim...
_ Esse seu papo tá me lembrando um amigo meu, que diz que sou arredia.
_ Indomável. É uma palavra boa pra você: indomável.
_ Ah, é! Essa também. Era uma das preferidas da minha mãe. Ela sempre usava essa.
3 de dezembro de 2009
Lover's miths
Toda dor desespera. E o desespero vem do fato de sabermos dentro que, se não dermos um jeito de acabar com ela, ela acabará conosco. Sutil e belamente, como fosse lenda.
_ Nossa, ela mora ali, vovó?
_ Sim. Dizem que ela perdeu o juízo quando perdeu o amor. Um moço bonito que andava ao redor dela. Mas amar não bastou. Depois disso, viver também não.
_ Nossa...
_ É...
A noiva de Garibaldi certamente não foi a única.
_ Nossa, ela mora ali, vovó?
_ Sim. Dizem que ela perdeu o juízo quando perdeu o amor. Um moço bonito que andava ao redor dela. Mas amar não bastou. Depois disso, viver também não.
_ Nossa...
_ É...
A noiva de Garibaldi certamente não foi a única.
1 de dezembro de 2009
Eu vi - Parte II
Na mesma proporção que fui negativamente surpreendida quando olhei pr’aquela cara de paspalho que jamais envelheceria, fui surpreendida positivamente pela atitude daquela senhora.
_ Mas o motorista é a autoridade dentro do ônibus. Não vai fazer nada, motorista?
_ ...
_ Pois bem.
No ponto seguinte, próximo à Paulista, a senhora sai na porta e grita para dois policiais:
_ Por favor, senhores! Venham até aqui! Preciso de ajuda.
Entraram dois.
_ Este senhor me ofendeu, me agrediu verbalmente, está sentado em local reservado e disse que está para nascer o homem que vai tirá-lo daí.
O policial se dirige, em voz baixa e mansa para a criatura:
_ O senhor pode liberar o assento, por favor?
_ Claro. Pedindo com educação, sim. Mas ela não tinha pedido com educação, sabe?
Uma risada soou em uníssono. Mas eu não consegui rir. Estava com vergonha dele por ele.
A senhora se sentou e os policiais não deixaram o ônibus até que ela desembarcasse. Quando ela foi, o sujeito continuou reclamando. Foi aquela parte:
_ Depois leva uns tapa na orelha e não sabe por quê. Tem que levar pra aprender. Velha trouxa, xarope.
Esta última ela não teve o dissabor de ouvir. E eu desci. Portanto, não ouvi mais também. Mas e se não fosse perto da Paulista? E se não houvesse policiais por perto?
"Tem que levar pra aprender."
_ Mas o motorista é a autoridade dentro do ônibus. Não vai fazer nada, motorista?
_ ...
_ Pois bem.
No ponto seguinte, próximo à Paulista, a senhora sai na porta e grita para dois policiais:
_ Por favor, senhores! Venham até aqui! Preciso de ajuda.
Entraram dois.
_ Este senhor me ofendeu, me agrediu verbalmente, está sentado em local reservado e disse que está para nascer o homem que vai tirá-lo daí.
O policial se dirige, em voz baixa e mansa para a criatura:
_ O senhor pode liberar o assento, por favor?
_ Claro. Pedindo com educação, sim. Mas ela não tinha pedido com educação, sabe?
Uma risada soou em uníssono. Mas eu não consegui rir. Estava com vergonha dele por ele.
A senhora se sentou e os policiais não deixaram o ônibus até que ela desembarcasse. Quando ela foi, o sujeito continuou reclamando. Foi aquela parte:
_ Depois leva uns tapa na orelha e não sabe por quê. Tem que levar pra aprender. Velha trouxa, xarope.
Esta última ela não teve o dissabor de ouvir. E eu desci. Portanto, não ouvi mais também. Mas e se não fosse perto da Paulista? E se não houvesse policiais por perto?
"Tem que levar pra aprender."
30 de novembro de 2009
Eu vi
_ Me desculpa senhora, mas eu não vou levantar daqui, não. A senhora trabalha? Não, né? Só faz é andar de ônibus pra cima e pra baixo às minhas custas, sem pagar nada. Não quero nem saber se estou em lugar reservado. A senhora que vá procurar o que fazer. Isso é coisa de gente desocupada. Eu trabalho, pago o ônibus e tá pra vir o homem que vai me tirar daqui. A senhora tá indo passear. Fica aqui enchendo o meu saco. Depois leva uns tapa na orelha e não sabe porquê. Tem que levar pra aprender. Velha trouxa, xarope.
26 de novembro de 2009
Inexplicáveis
Sobem as cortinas. O público se ajeita nas cadeiras.
O relógio de parede marca duas horas da manhã em ponto. A Camila entra na sala e olha a bagunça.
_ Ué... Que cê tá fazendo?
A outra responde, debaixo da mesinha do computador:
_ Tô fazendo uma limpeza aqui.
_ Quer ajuda?
_ Não. Por enquanto não...
_ Hum...
_ Onde cê vai?
_ Na cozinha pegar água, se você deixar.
_ Ah, tá. Pode ir, sim.
E a Camila volta.
_ Qual o problema?
_ Meu computador. Ele não tá ligando.
_ Ah...
_ Memória tá certa... tchô ver aqui...
_ Não... é que você não tá sabendo apertar o botão direito. – “click”
Vummmmmmm
_ Olha, o cooler tá funcionando... Ligou!
_ Rs
_ Como cê fez isso?
_ Eu falei que você não tava sabendo apertar o botão direito...
Close na cara de pastel dela.
_ Boa noite, Natália.
Descem as cortinas.
O relógio de parede marca duas horas da manhã em ponto. A Camila entra na sala e olha a bagunça.
_ Ué... Que cê tá fazendo?
A outra responde, debaixo da mesinha do computador:
_ Tô fazendo uma limpeza aqui.
_ Quer ajuda?
_ Não. Por enquanto não...
_ Hum...
_ Onde cê vai?
_ Na cozinha pegar água, se você deixar.
_ Ah, tá. Pode ir, sim.
E a Camila volta.
_ Qual o problema?
_ Meu computador. Ele não tá ligando.
_ Ah...
_ Memória tá certa... tchô ver aqui...
_ Não... é que você não tá sabendo apertar o botão direito. – “click”
Vummmmmmm
_ Olha, o cooler tá funcionando... Ligou!
_ Rs
_ Como cê fez isso?
_ Eu falei que você não tava sabendo apertar o botão direito...
Close na cara de pastel dela.
_ Boa noite, Natália.
Descem as cortinas.
23 de novembro de 2009
Cumé?
_ Por favor, onde fica a loja da Claro?
_ Não sei.
_ Eu preciso de assistência técnica.
_ Ah... Bem, o senhor tem que se informar. Aqui tem um localizador, olha. É só procurar o nome da loja por andar.
_ Filha de Iemanjá... você tem uma santa muito bonita, viu?!
_ hum?
Isso me lembrou o diálogo com a mãe médium de um amigo meu:
_ Você tem uma energia mental tão forte que até me dá uma dor de cabeça, sabe? Não tô acostumada com isso...
_ Ah... poxa... Desculpa... É pra eu ir embora, não?
...Gente estranha...
_ Não sei.
_ Eu preciso de assistência técnica.
_ Ah... Bem, o senhor tem que se informar. Aqui tem um localizador, olha. É só procurar o nome da loja por andar.
_ Filha de Iemanjá... você tem uma santa muito bonita, viu?!
_ hum?
Isso me lembrou o diálogo com a mãe médium de um amigo meu:
_ Você tem uma energia mental tão forte que até me dá uma dor de cabeça, sabe? Não tô acostumada com isso...
_ Ah... poxa... Desculpa... É pra eu ir embora, não?
...Gente estranha...
22 de novembro de 2009
5 de novembro de 2009
....Tava aqui pensando
A postagem tava no blog em espanhol e era assim:
Los líderes del G20 acogieron favorablemente el Pacto Mundial para el Empleo de la Organización Internacional del Trabajo (OIT) y la construcción de “un marco orientado hacia el empleo para el crecimiento económico futuro”. La Declaración de los Líderes del G20 fue presentada a la prensa en Pittsburgh el 25 de septiembre por el Presidente Obama.
Daí veio o comentário:
Enviado el 05-11-2009 a las 2:40
That s why we have different possibilities to use Viagra small doses medium doses or big doses 25 50 100 mg. ambien 28677 levitra vma propecia hklorw.
Sem contar as propagandas de Valium.
Sei lá... Acho que mesmo pra ser um disparador de spams frenético, neurótico, anti-ético, ninfomaníaco e depressivo é preciso cérebro, né? O fulano não sabe nem escrever direito!
...Mas num sei... Num sei...
Los líderes del G20 acogieron favorablemente el Pacto Mundial para el Empleo de la Organización Internacional del Trabajo (OIT) y la construcción de “un marco orientado hacia el empleo para el crecimiento económico futuro”. La Declaración de los Líderes del G20 fue presentada a la prensa en Pittsburgh el 25 de septiembre por el Presidente Obama.
Daí veio o comentário:
Enviado el 05-11-2009 a las 2:40
That s why we have different possibilities to use Viagra small doses medium doses or big doses 25 50 100 mg. ambien 28677 levitra vma propecia hklorw.
Sem contar as propagandas de Valium.
Sei lá... Acho que mesmo pra ser um disparador de spams frenético, neurótico, anti-ético, ninfomaníaco e depressivo é preciso cérebro, né? O fulano não sabe nem escrever direito!
...Mas num sei... Num sei...
3 de novembro de 2009
Um papinho rápido no metrô
_ Olha! Você tá lendo alguma coisa do Nashudin?
_ Hã?
_ Você. Tá lendo Nashudin?
_ Ah... não. Eu não.
_ É que eu li aqui - e aponta para o meu livro.
_ Não. Eu estou lendo um livro sobre física quântica de um cientista indiano chamado Amit Goswami.
_ Ah! Legal! Eu gosto de física quântica. É que eu gosto de misticismo, por isso gosto de física quântica. Você gosta de misticismo?
_ Não. Acho que comigo é o contrário. Talvez eu goste de alguma coisa do misticismo porque gosto antes de física quântica.
_ Você gosta de física?
_ Eu gosto de saber.
_ Ah... Gosta de psicologia?
_ Ahãn.
_ Então posso te recomendar um livro?
_ Pode.
_ A Ascensão de Prometeus, de Robert Wilson. É muito legal, saca, porque ele, tipo... e ele... dos estágios do cérebro humano e... daí... dos animais... da vida... do mundo... do universo e tudo mais, saca?... de Freud... anal, oral, LSD, quando ele sai da cadeia... e Jung... fase dos traumas... as drogas... o barato místico, tipo... porque eu acredito em fadas, mas os discos voadores podem ser o nosso cérebro buscando no nosso DNA informações que... saca?
[fecho o livro]
_ Desculpa. Não estou deixando você ler, né?
_ Não, tudo bem. Pode falar.
_ Então, porque daí eu tô aqui aproveitando esse momento com você, mas você vai embora e a gente pode nunca mais se ver...
_ Você vai descer em qual estação?
_ Na Barra Funda. E você?
_ No Anhangabaú.
_ Tá indo pro trabalho?
_ Sim.
_ O que você faz?
_ Sou jornalista.
_ Legal. Tem muito jornalista legal, mas tem uns que não são não.
_ É...
_ Que signo você é?
_ Sagitário.
_ Legal. O melhor signo de fogo.
_ E você?
_ Áries.
_ Hum.
_ Ah... mas, tipo, eu sou um ariano fajuto, porque meu ascendente é peixes, saca? E eu tenho uma filha, né? Ela tem 3 anos. O meu elemento de afinidade é o ar, por isso Ariel, mas ela é virgem com ascendente em touro, ou seja, ela é da terra, que é o elemento oposto, tipo. Mas eu não acredito no fim do mundo, saca? É só a Era de Aquário e alguma coisa tá acontecendo, saca? Tipo...
Tu-tuuuum.
_ Prazer, hein, Camila.
_ Prazer foi meu. Té mais.
_ Hã?
_ Você. Tá lendo Nashudin?
_ Ah... não. Eu não.
_ É que eu li aqui - e aponta para o meu livro.
_ Não. Eu estou lendo um livro sobre física quântica de um cientista indiano chamado Amit Goswami.
_ Ah! Legal! Eu gosto de física quântica. É que eu gosto de misticismo, por isso gosto de física quântica. Você gosta de misticismo?
_ Não. Acho que comigo é o contrário. Talvez eu goste de alguma coisa do misticismo porque gosto antes de física quântica.
_ Você gosta de física?
_ Eu gosto de saber.
_ Ah... Gosta de psicologia?
_ Ahãn.
_ Então posso te recomendar um livro?
_ Pode.
_ A Ascensão de Prometeus, de Robert Wilson. É muito legal, saca, porque ele, tipo... e ele... dos estágios do cérebro humano e... daí... dos animais... da vida... do mundo... do universo e tudo mais, saca?... de Freud... anal, oral, LSD, quando ele sai da cadeia... e Jung... fase dos traumas... as drogas... o barato místico, tipo... porque eu acredito em fadas, mas os discos voadores podem ser o nosso cérebro buscando no nosso DNA informações que... saca?
[fecho o livro]
_ Desculpa. Não estou deixando você ler, né?
_ Não, tudo bem. Pode falar.
_ Então, porque daí eu tô aqui aproveitando esse momento com você, mas você vai embora e a gente pode nunca mais se ver...
_ Você vai descer em qual estação?
_ Na Barra Funda. E você?
_ No Anhangabaú.
_ Tá indo pro trabalho?
_ Sim.
_ O que você faz?
_ Sou jornalista.
_ Legal. Tem muito jornalista legal, mas tem uns que não são não.
_ É...
_ Que signo você é?
_ Sagitário.
_ Legal. O melhor signo de fogo.
_ E você?
_ Áries.
_ Hum.
_ Ah... mas, tipo, eu sou um ariano fajuto, porque meu ascendente é peixes, saca? E eu tenho uma filha, né? Ela tem 3 anos. O meu elemento de afinidade é o ar, por isso Ariel, mas ela é virgem com ascendente em touro, ou seja, ela é da terra, que é o elemento oposto, tipo. Mas eu não acredito no fim do mundo, saca? É só a Era de Aquário e alguma coisa tá acontecendo, saca? Tipo...
Tu-tuuuum.
_ Prazer, hein, Camila.
_ Prazer foi meu. Té mais.
2 de novembro de 2009
Como você sabe que sabe e que diferença isso faz?
Bem, você deve saber que sua mãe te ama/amou e isso provavelmente é tido como certeza. Mas, se você tem irmãos, deve imaginar ou sentir que ela gosta mais de um de vocês. Um estudo do biólogo norte americano Frank Sulloway apontou que 87% das mães admitem que amam mais o filho caçula. Imagino que se você não é o filho caçula deve estar 13% egoicamente preocupado agora. Mas isso é o mesmo que sua certeza sobre o fato de que o Everest é o ponto mais alto do mundo. Obviamente você não foi lá medir. Então, como você sabe? De onde vem a certeza? E se você descobrisse, por exemplo, que todas as suas certezas são frágeis o bastante a ponto de você perceber que não sabe de absolutamente nada, porque nada é certeza, mas suposição, especulação e tentativa? Vamos supor que sua mãe te ame mais, ou te ame menos. O que muda se você tiver certeza sobre isso? Alguma certeza é capaz de tirá-lo da normóse? Ou são as certezas que o colocam nesse estado? Ou a falta delas? Ou a impossibilidade delas? Ou o não-saber o quê são elas e o quê é normóse?
“A normóse, ao lado da psicose e da neurose, é a doença que torna medíocres os seres humanos, conduzindo uma vida sem meta, sem fulgor, sem paz, sem significado, sem vigor, sem criatividade, sem felicidade, sem aquilo que em verdade poderíamos chamar euforia. Um normótico é o tipo engendrado pela coletividade, por ela condicionado, e dela dependente. É o tipo tido por normal na sociedade em que vivemos. Normótico é o mesmificado, que, sempre buscando ajustar-se ao coletivo, perde sua identidade e faz todas as concessões aderindo à dança dos modismos que se sucedem.”
“A normóse, ao lado da psicose e da neurose, é a doença que torna medíocres os seres humanos, conduzindo uma vida sem meta, sem fulgor, sem paz, sem significado, sem vigor, sem criatividade, sem felicidade, sem aquilo que em verdade poderíamos chamar euforia. Um normótico é o tipo engendrado pela coletividade, por ela condicionado, e dela dependente. É o tipo tido por normal na sociedade em que vivemos. Normótico é o mesmificado, que, sempre buscando ajustar-se ao coletivo, perde sua identidade e faz todas as concessões aderindo à dança dos modismos que se sucedem.”
28 de outubro de 2009
Salva pelo gongo
Um dia depois do anúncio da estréia do longa-metragem "Eu e as baratas", estrelado por uma colega de trabalho, eis que tenho um diálogo muitíssimo esclarecedor na cozinha do escritório. A saber, segue:
_ Meu, tem muita barata aqui, hein?
_ É.
_ E são todas pequenininhas. Quer dizer, se tem filhote, tem mamy e papy também, né?
_ Ah... não. É a raça da barata que é assim mesmo. É modelo pequeno, elas não crescem.
_ É mesmo? Não sabia que existia essa marca, tipo, mini-barata. Que fofo, né? Deve ser pra criança.
_ Rsrs...
_ Mas sabe, eu venho aqui e tenho mó medo que dentro da minha garrafinha caia uma barata junto com a água. Porque tem esse caninho aqui e eu acho que...
_ Ah, elas entram! Entram sim!
_ É? Então o que você tá me dizendo é que a água está contaminada?
_ Isso. Isso mesmo.
_ Ah... (jogando a água na pia) Brigada, hein?!
_ De nada.
Ufa! Beeem melhor ficar com sede.
_ Meu, tem muita barata aqui, hein?
_ É.
_ E são todas pequenininhas. Quer dizer, se tem filhote, tem mamy e papy também, né?
_ Ah... não. É a raça da barata que é assim mesmo. É modelo pequeno, elas não crescem.
_ É mesmo? Não sabia que existia essa marca, tipo, mini-barata. Que fofo, né? Deve ser pra criança.
_ Rsrs...
_ Mas sabe, eu venho aqui e tenho mó medo que dentro da minha garrafinha caia uma barata junto com a água. Porque tem esse caninho aqui e eu acho que...
_ Ah, elas entram! Entram sim!
_ É? Então o que você tá me dizendo é que a água está contaminada?
_ Isso. Isso mesmo.
_ Ah... (jogando a água na pia) Brigada, hein?!
_ De nada.
Ufa! Beeem melhor ficar com sede.
25 de outubro de 2009
Do machismo feminino
É claro que a gente sabe abrir e fechar a porta do carro, mas custa ele fazer isso?
Custa ele desviar a gente do matinho, do buraco ou do poste enquanto a gente anda sem olhar pra frente?
É tão difícil assim carregar a nossa mochila, entender nossos surtos de comunicação reprimida, decidir de uma vez o filme ou o restaurante quando a gente diz, despreocupadamente, “tanto faz... escolhe você”?
E, depois de sutiãs, marchas, revoltas, greves, passeatas, febres, alucinações, máquinas, sexo, jogos, política, direitos, deveres, mutilações, anticoncepcionais, TPMs e mortes, eis:
“Mas o indivíduo raramente é capaz e propenso a admitir que vê o mundo através do prisma de gerações passadas, que a sua inovação tem uma base estritamente determinada, uma base de que ninguém consegue desprender-se inteiramente.”
A. Schaff, 1974
Custa ele desviar a gente do matinho, do buraco ou do poste enquanto a gente anda sem olhar pra frente?
É tão difícil assim carregar a nossa mochila, entender nossos surtos de comunicação reprimida, decidir de uma vez o filme ou o restaurante quando a gente diz, despreocupadamente, “tanto faz... escolhe você”?
E, depois de sutiãs, marchas, revoltas, greves, passeatas, febres, alucinações, máquinas, sexo, jogos, política, direitos, deveres, mutilações, anticoncepcionais, TPMs e mortes, eis:
“Mas o indivíduo raramente é capaz e propenso a admitir que vê o mundo através do prisma de gerações passadas, que a sua inovação tem uma base estritamente determinada, uma base de que ninguém consegue desprender-se inteiramente.”
A. Schaff, 1974
15 de outubro de 2009
Action day - meu blog na mão do contra
Uma sacolinha de plástico leva 300 anos para se decompor.
500 bilhões de sacolas por ano quer dizer 1,5 bilhão por dia ou 1 milhão por minuto. Os dados são da Secretaria de Estado do Meio Ambiente de São Paulo, que afirma ainda que no Brasil são produzidos anualmente 210 mil toneladas de filme plástico, com o qual são fabricadas as sacolas. As estimativas revelam que os brasileiros jogam fora, todos os meses, um bilhão delas, o que dá uma média de 66 unidades para cada consumidor.
Agora, se é pra refletir, vâmo refletir:
Como levar suas compras pra casa se os mercados só oferecem sacolinhas de plástico?
Com sacolas de pano, claro.
E você tem na sua casa sacolas de pano disponíveis para fazer uma compra de mês?
Sua vizinha tem?
Seus familiares têm?
E seu lixo? Descarte as sacolinhas. Onde é que você vai dispensar seu lixo? Em sacola de pano, também? Ou solto? O caminhão vai parar na sua porta e você vai sair correndo de pijama, na madrugada, e fazer várias viagens da cozinha até o portão até que todo o seu lixo tenha sido levado sem embalagem?
Please, né?
É o tipo da coisa que ou é coletiva ou não é.
Iniciativas individuais são louváveis. Iniciativas coletivas, públicas e cidadãs, são realistas.
Eu não tenho a solução.
E você?
500 bilhões de sacolas por ano quer dizer 1,5 bilhão por dia ou 1 milhão por minuto. Os dados são da Secretaria de Estado do Meio Ambiente de São Paulo, que afirma ainda que no Brasil são produzidos anualmente 210 mil toneladas de filme plástico, com o qual são fabricadas as sacolas. As estimativas revelam que os brasileiros jogam fora, todos os meses, um bilhão delas, o que dá uma média de 66 unidades para cada consumidor.
Agora, se é pra refletir, vâmo refletir:
Como levar suas compras pra casa se os mercados só oferecem sacolinhas de plástico?
Com sacolas de pano, claro.
E você tem na sua casa sacolas de pano disponíveis para fazer uma compra de mês?
Sua vizinha tem?
Seus familiares têm?
E seu lixo? Descarte as sacolinhas. Onde é que você vai dispensar seu lixo? Em sacola de pano, também? Ou solto? O caminhão vai parar na sua porta e você vai sair correndo de pijama, na madrugada, e fazer várias viagens da cozinha até o portão até que todo o seu lixo tenha sido levado sem embalagem?
Please, né?
É o tipo da coisa que ou é coletiva ou não é.
Iniciativas individuais são louváveis. Iniciativas coletivas, públicas e cidadãs, são realistas.
Eu não tenho a solução.
E você?
12 de outubro de 2009
Despautérios - Da série: falta de tato é pouco, errar é humano e perdoar é pros fracos
_ É assim: na minha vida primeiro vem Camila Caringe, depois Deus, depois a família e depois, por último, eu.
_ !!!
__________________________________________________
_ ...E Jesus disse: “Não jogai pérolas aos porcos.”
_ É mesmo? Ele disse isso aí?
_ Disse sim. Por quê?
_ Ah... ele disse um monte de besteira, mesmo, né?
_ ...
_ Você é cristã?
_ Uhum.
_ Ah... Foi mal.
_ !!!
__________________________________________________
_ ...E Jesus disse: “Não jogai pérolas aos porcos.”
_ É mesmo? Ele disse isso aí?
_ Disse sim. Por quê?
_ Ah... ele disse um monte de besteira, mesmo, né?
_ ...
_ Você é cristã?
_ Uhum.
_ Ah... Foi mal.
8 de outubro de 2009
Da série: singelas descobertas cotidianas
Você já conheceu uma pessoa bem humana? Sim, porque existem pessoas só um pouco humanas, mais ou menos humanas, muito humanas, nada humanas... Assim como existe pessoa animal, pessoa divina ou pessoa angelical, como supôs um amigo meu semana passada.
Eu conheço uma pessoa bem humana. Descobri esses dias que a criatura com quem eu moro é mega-humana.
_ Olha! Tá nascendo! Tá nascendo! Tá nascendo!
_ O quê tá nascendo? A sua batata feia?
_ Não é batata feia! É dália. A flor é linda e parece que tá brotando, olha!
Olhei no fundo do balde enquanto ela saía correndo da varanda e voltava aos pulos:
_ Vou filmar o nascimento!
_ Você vai filmar esse teco de coisa verde aí que cê nem sabe se é ou não sua batata feia?
_ Não fala assim! Vou registrar esse momento!
_ Tá, né. Mas... Por que você plantou num balde? Não era melhor um vaso?
_ Isso é um vaso! Eu mesma fui comprar junto com a terra adubada.
_ Ah... foi mal.
E fiquei na janela olhando ela filmando o micro-talinho de grama de 3 milímetros. Nessa hora notei que eu, apesar de pessoa, talvez não seja tão humana. Hiléia, que faria comigo? Decerto minha amiga estaria salva no paraíso das flores de dália enquanto eu queimaria no mármore do inferno dos ecoxiitas. Logo eu, militante de coração e contrato.
(((suspiro)))
Eu conheço uma pessoa bem humana. Descobri esses dias que a criatura com quem eu moro é mega-humana.
_ Olha! Tá nascendo! Tá nascendo! Tá nascendo!
_ O quê tá nascendo? A sua batata feia?
_ Não é batata feia! É dália. A flor é linda e parece que tá brotando, olha!
Olhei no fundo do balde enquanto ela saía correndo da varanda e voltava aos pulos:
_ Vou filmar o nascimento!
_ Você vai filmar esse teco de coisa verde aí que cê nem sabe se é ou não sua batata feia?
_ Não fala assim! Vou registrar esse momento!
_ Tá, né. Mas... Por que você plantou num balde? Não era melhor um vaso?
_ Isso é um vaso! Eu mesma fui comprar junto com a terra adubada.
_ Ah... foi mal.
E fiquei na janela olhando ela filmando o micro-talinho de grama de 3 milímetros. Nessa hora notei que eu, apesar de pessoa, talvez não seja tão humana. Hiléia, que faria comigo? Decerto minha amiga estaria salva no paraíso das flores de dália enquanto eu queimaria no mármore do inferno dos ecoxiitas. Logo eu, militante de coração e contrato.
(((suspiro)))
6 de outubro de 2009
Dos erros, desejáveis como inevitáveis
Uma vez eu voltei ao antigo colégio e encontrei a professora de inglês:
_ Que bom vê-la novamente, senhorita Caringe. O que está fazendo da vida?
_ Estudando jornalismo.
_ É mesmo? E o que a sua mãe acha disso?
_ Olha... ela não se manifestou contra, contanto que eu pague a faculdade.
_ Sim, mas ela gosta da idéia de você fazer isso?
_ O quê? Uma faculdade?
_ De jornalismo.
_ Não tenho muita certeza, mas acho que ela não vê problema.
_ Ah... Mas que pena...
_ Hum?
_ Andam morrendo tantos jornalistas por aí...
_ Hum...
_ Se eu tivesse uma filha eu não ia deixar ela ser jornalista, sabe?
_ É mesmo?
_ É. Uma profissão horrível.
_ Hum...
_ E você quer trabalhar com isso mesmo?
_ Sim.
_ Puxa, que coisa... Mas ainda dá tempo de repensar, né, Camila? Não é só porque você fez faculdade que tem que trabalhar com isso, não é mesmo? De repente você descobre algo que te faça feliz, que te dê futuro...
_ Obrigada, professora. Bom te ver, hein? Té mais!
Não. Não há mais tempo de descobrir outra coisa que me dê futuro, que me faça feliz...
_ Que bom vê-la novamente, senhorita Caringe. O que está fazendo da vida?
_ Estudando jornalismo.
_ É mesmo? E o que a sua mãe acha disso?
_ Olha... ela não se manifestou contra, contanto que eu pague a faculdade.
_ Sim, mas ela gosta da idéia de você fazer isso?
_ O quê? Uma faculdade?
_ De jornalismo.
_ Não tenho muita certeza, mas acho que ela não vê problema.
_ Ah... Mas que pena...
_ Hum?
_ Andam morrendo tantos jornalistas por aí...
_ Hum...
_ Se eu tivesse uma filha eu não ia deixar ela ser jornalista, sabe?
_ É mesmo?
_ É. Uma profissão horrível.
_ Hum...
_ E você quer trabalhar com isso mesmo?
_ Sim.
_ Puxa, que coisa... Mas ainda dá tempo de repensar, né, Camila? Não é só porque você fez faculdade que tem que trabalhar com isso, não é mesmo? De repente você descobre algo que te faça feliz, que te dê futuro...
_ Obrigada, professora. Bom te ver, hein? Té mais!
Não. Não há mais tempo de descobrir outra coisa que me dê futuro, que me faça feliz...
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Día del Periodista
Por Carlos Ortiz Cornejo, Secretario General Adjunto de la FGP
Rebanadas de Realidad - FGP, Lima, 02/10/09.- El 1º de octubre de cada año en el Perú se celebra el DIA DEL PERIODISTA, pero no crean que todo es felicidad en este día para los periodistas y, aunque muchos aseguran que es una profesión que pasa desapercibida, continua siendo una de las profesiones más peligrosas actualmente en el mundo por la forma en que en muchos países, incluido el nuestro, los hombres y mujeres de prensa son perseguidos, encarcelados, torturados y muertos por el solo hecho de decir la verdad y denunciar actos de corrupción que se ocultan bajo el manto protector de muchos gobiernos de turno. Ser periodista no es fácil en esta globalización de la información, es meterse en algo difícil, aunque se dice que el periodismo es el Cuarto Poder del Estado y que los gobiernos aseguran el derecho a la información e investigación vemos que es todo lo contrario. Basta dar una mirada para darnos cuenta como tratan a los periodistas, sobre todo a los honestos que tratan de cumplir a cabalidad con su conciencia e informar con la verdad a la opinión pública.
En el Perú ese día, se ha celebrado con una serie de problemas que afectan al gremio periodístico, recibiendo la como siempre la incomprensión de los poderosos que tratan por todos los medios de silenciar a los periodistas de los medios de comunicación que se atreven a decir la verdad. Podemos señalar como ejemplo la amenaza o el cierre de radios contrarios al gobierno como lo que ocurrió con Radio Bagua que recibió este día del periodista en plena disputa por la reapertura de la emisora, clausurada meses atrás por el Ministerio de Trasportes y Comunicaciones que alega razones técnico-legales para clausurar esta emisora. Sin embargo, los hombres y mujeres de prensa sostienen que la licencia de la emisora fue en realidad revocada porque la radio informó con amplitud la larga protesta de los indígenas amazónicos y sobre los disturbios del 5 de junio pasado que dejó como saldo 34 muertos por lo que el gobierno acusó a Radio Bagua de exacerbar los ánimos y muchos congresistas del Partido Aprista pidieron abiertamente su clausura lo que fue rechazado por las organizaciones gremiales y por diversos sectores políticos, así como por entidades internacionales. Los periodistas como en este caso, siempre son acusados por los poderosos y los políticos por difamación cuando ellos denuncian los malos manejos de los que dirigen y controlan el poder político y económico de nuestro país. Se suma a esto, los abusos que cometen los dueños de los canales de televisión, diarios, que reciben jugosas cantidades de dinero por parte del Estado para difundir propaganda estatal pagas con el dinero de todos los peruanos a través de los impuestos. Estos malos empresarios tampoco pagan salarios dignos, ni cumplen con las leyes sociales de los periodistas, mientras por otro lado el Poder Legislativo -hoy subastado por ineficiente ocasionado por el debilitamiento de los Partidos Políticos- solo busca la forma de dar Leyes a favor de los grupos de poder económico, otorgando poderes extraordinarios al Poder Ejecutivo para que legisle y así libremente pueda privatizar y vender los pocos recursos naturales que nos quedan. Sin embargo, vemos que a este Poder del Estado le queda tiempo suficiente para buscar alguna ley que sancione drásticamente a los hombres y mujeres de prensa honestos mientras los corruptos gozan de privilegios en cárceles doradas o con arrestos domiciliarios o simplemente gozan de las bondades del poder que los convierte en intocables ocupando cargos de confianza con jugosos sueldos mientras que la mayoría no llega a los 300 dólares americanos al mes.
No podemos dejar de mencionar que en lo que va del año 126 comunicadores sociales sufrieron algún tipo de agresión por cumplir con el sagrado deber de informar con la verdad. De ese total de actos hostiles a los hombres y mujeres de prensa, 28 fueron amenazas u hostigamientos, 36 fueron agresiones físicas o verbales, 24 acciones de presión jurídica, 17 obstrucciones al ejercicio periodístico, la cuenta incluye siete detenciones arbitrarias e igual número de actos de presión administrativa de dos secuestros y cinco ataques con daño a la propiedad. Los atentados fueron cometidos por civiles privados, 41 por funcionarios civiles, 19 por militares y policías e igual número por elementos no identificados. Las víctimas fueron 56 periodistas de radio, 40 de televisión y 30 de prensa escrita.
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